sexta-feira, 28 de março de 2008

Alguém me disse que eu tinha asas. Longas e crescentes asas... e que elas me levariam a lugares incríveis, totalmente desconhecidos.. lugares que me desafiariam a cada dia. Alguém me disse q eu era prodígio. E esse alguém não sabe se ele esta dando asas a um anjo ou a uma cobra.
A borboleta demora muito tempo para tomar sua forma.. por muito tempo se arrasta. Come o que há de mais descartável do chão. E enfim, ganha a liberdade... Porém, apenas após mais um longo período de solidão... solidão de casulo. Solidão apertada, cruel.
Precisa ela se conhecer para ganhar a falta de limites do céu? Ou terá, mesmo a borboleta, limites na imensidão? Qual é o preço por ganhar altura sem estabilidade nas asas? Viva a filosofia do cinema pipoca: Não importa quantas vezes vc apanha, mas sim quantas vezes consegue se levantar do chão.
Viva a ética dos limites conscientes... e que eles se confundam com medo, não importa. O medo move o homem, e move também as borboletas.
Alguém me disse. E esse alguém realmente se importa: com suas próprias asas, com as asas de quem segue, sem querer, o mesmo caminho. Onde está o altruísmo de confiar nos outros? Dentro de nossas próprias razões. Às vezes espelho. Às vezes futuro. Nunca o Outro, sempre nós mesmos.
Alguém me disse. Alguém se importa com alguma coisa nessa vida. E, sei lá porque, eu cruzei esse caminho traçado por outrem. Sou a bola da vez... I realy wish...

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