terça-feira, 9 de junho de 2009

Questionamentos

Búzios 24 de fevereiro de 2009
Eu poderia sair pela tangente e afirmar que estou na TPM. Na verdade seria até fácil, visto que estou no momento propício para isto - no caso da maioria das mulheres - mas sei que este mal pouco me aflige. A TPM é sempre uma ótima desculpa para esquecermos daqueles momentos em que nos questionamos e ficamos mais suscetíveis aos flagelos da vida. Ficar puto com pequenas coisas pode ser um indicaivo de irritabilidade ou de incorfomismo, depende muito do ponto de vista. Porque, afinal, as coisas apenas são do jeito que são e somos umas pentelhas por querer argumentá-las? -Todo dia você faz isso sem reclamar, porque justo hoje você resolveu que isso te incomoda? Deve estar de TPM... Aí a gente acredita neste argumento absurdo, finge que nada aconteceu e continua fazendo a mesma coisa de sempre, sempre.
O que realmente acontece é que passar a vida reclamando é uma atitude inquietante. Sendo assim, muitas vezes agimos de forma com que tudo corra bem, sem maiores confusões, fazemos o que não queremos, tomamos pra si responsabilidades que não deveríamos mas tudo bem, é em nome da paz. Dá para viver assim e esconder pequenos surtos na sua condição mulher, mas isso não significa, pelo menos, um surto mensal questionador? Por mais que sua personalidade seja conformada, em algum momento vai te doer, alguma atitude vai te alertar que as coisas andam erradas e elas assim estão porque você deixa elas ficarem por pura preguiça. Vá lá, talvez medo, misturado com preguiça. Não é culpa de ninguém mais além de você mesma. Ninguém obriga as pessoas a assumirem nada. Existem milhares de mulheres que possuem filhos e não assumem responsabilidade nenhuma em relação a isso, mesmo quando resolvem "assumí-los", certo? A vida nos oferece muitas possiblidades mas quem resolve quais vão nos tirar o sono somos nós mesmos.
"Mudaram as estações, nada mudou mas eu sei que alguma coisa aconteceu, tá tudo assim tão diferente..."
Por quanto tempo a gente consegue levar a vida no "felizes para sempre"? Afinal, os problemas cotidianos são tão bregas! Mas, por mais que a gente tente fugir, a vida tá na porta, esmurrando e te lembrando que são meio dia e seu filho precisa comer. Aonde está o equilíbrio entre o real e o imaginário? sim, porque só sobrevive quem consegue achá-lo. Ou quem consegue escolher um lado e ser tão cínico a ponto de fingir que o outro simplesmente não existe.

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