
Rio de janeiro, 20 de dezembro 2008
Sobre escolhas.
Não é novidade nenhuma que a vida de qualquer pessoa é feita basicamente de escolhas. O que acontece ou deixa de acontecer assim o é por livre arbítrio, mesmo o que parece ser o maior dos acasos que o destino já desenhou.
A gente escolhe e, claro, junto com a escolha vem a famosa renúncia. Troço complicado esse. Se não fosse pela perda de um mundo de possibilidades quando escolhemos um caminho único, arrisco dizer que a vida não teria lá muito propósito, ou, pelo menos, não teria muita graça e os assuntos de banheiro feminino iam ficar bem reduzidos. Reduzir a sua possibilidade ao ler um cardápio no restaurante, por exemplo, a um prato por si só já é muito arriscado. O que a gente pensa: 1-Naquela vontade de comer massa mesmo que você esteja em uma churrascaria; 2- No preço; 3- No que a sua companhia vai comer; 4-No tempo que demora o preparo (dentre outros etc e tal).
Se você, naquele dia, foi uma pessoa número 1, estava em um dia bem emocional tão ridiculamente vulnerável que não consegue raciocinar que existe 99% de chance daquela opção ser a errada. O 2 é tão racional que não se importa de comer até o que não gosta contanto que mate a sua fome, alimente seu corpo e não doa no bolso. O 3 fica sem graça de pedir um estrogonoff do lado de alguém que acha um absurdo comer carne vermelha ou está na dieta do carboidrato. E o 4 tá ignorando aquela refeição porque comer já não é um direito seu há um tempo.
Ai, que exemplo idiota! Mas é uma comparação tão simplória que me encanta. É muito difícil escolher a sua prioridade e seguir nela sem querer olhar o cardápio de sobremesa ou ver a mesa ao lado pedir um prato com a cara muito melhor do que a o seu pedido.
E pode até estar delicioso. Sua escolha pode ter sido perfeita para as suas necessidades. Balanceada, no tempo e preço certos e saciável. A questão é se convencer de que os outros pratos são necessariamente piores.
Ou ainda, o contrário. Ser tão comodista a ponto de brincar de “Super size me” e se convencer de que não é preciso variar, pois o feijão com arroz é sempre uma opção confiável.
As pequenas escolhas da vida são tão (ou mais) importantes do que as enormes. Pois as tomamos sem se auto questionar, na maioria das vezes instintivamente, e são elas que vão determinar o nosso estômago para as grandonas. O dia a dia é sempre tão ignorado e é sempre ele o responsável pela temida rotina. Percebem como é tudo uma cadeia só?
Como você toma as suas decisões? È você quem as toma? Ou será que alguém vem tomando elas por você e te roubando um pedaço importante de humanidade? É difícil, mas é a roda que move a vida. E você pode, se quiser, ficar como um ratinho de laboratório rodando para exercitar... para esquecer que está enjaulado talvez.
Sobre escolhas.
Não é novidade nenhuma que a vida de qualquer pessoa é feita basicamente de escolhas. O que acontece ou deixa de acontecer assim o é por livre arbítrio, mesmo o que parece ser o maior dos acasos que o destino já desenhou.
A gente escolhe e, claro, junto com a escolha vem a famosa renúncia. Troço complicado esse. Se não fosse pela perda de um mundo de possibilidades quando escolhemos um caminho único, arrisco dizer que a vida não teria lá muito propósito, ou, pelo menos, não teria muita graça e os assuntos de banheiro feminino iam ficar bem reduzidos. Reduzir a sua possibilidade ao ler um cardápio no restaurante, por exemplo, a um prato por si só já é muito arriscado. O que a gente pensa: 1-Naquela vontade de comer massa mesmo que você esteja em uma churrascaria; 2- No preço; 3- No que a sua companhia vai comer; 4-No tempo que demora o preparo (dentre outros etc e tal).
Se você, naquele dia, foi uma pessoa número 1, estava em um dia bem emocional tão ridiculamente vulnerável que não consegue raciocinar que existe 99% de chance daquela opção ser a errada. O 2 é tão racional que não se importa de comer até o que não gosta contanto que mate a sua fome, alimente seu corpo e não doa no bolso. O 3 fica sem graça de pedir um estrogonoff do lado de alguém que acha um absurdo comer carne vermelha ou está na dieta do carboidrato. E o 4 tá ignorando aquela refeição porque comer já não é um direito seu há um tempo.
Ai, que exemplo idiota! Mas é uma comparação tão simplória que me encanta. É muito difícil escolher a sua prioridade e seguir nela sem querer olhar o cardápio de sobremesa ou ver a mesa ao lado pedir um prato com a cara muito melhor do que a o seu pedido.
E pode até estar delicioso. Sua escolha pode ter sido perfeita para as suas necessidades. Balanceada, no tempo e preço certos e saciável. A questão é se convencer de que os outros pratos são necessariamente piores.
Ou ainda, o contrário. Ser tão comodista a ponto de brincar de “Super size me” e se convencer de que não é preciso variar, pois o feijão com arroz é sempre uma opção confiável.
As pequenas escolhas da vida são tão (ou mais) importantes do que as enormes. Pois as tomamos sem se auto questionar, na maioria das vezes instintivamente, e são elas que vão determinar o nosso estômago para as grandonas. O dia a dia é sempre tão ignorado e é sempre ele o responsável pela temida rotina. Percebem como é tudo uma cadeia só?
Como você toma as suas decisões? È você quem as toma? Ou será que alguém vem tomando elas por você e te roubando um pedaço importante de humanidade? É difícil, mas é a roda que move a vida. E você pode, se quiser, ficar como um ratinho de laboratório rodando para exercitar... para esquecer que está enjaulado talvez.
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